10 CARROS BRASILEIROS QUE TODO HOMEM JÁ SONHOU EM TER!

Fala aí, que homem nunca sonhou em ser um piloto de corrida ou brincou na rua de apontar para um determinado carro F@#! e falar que era seu?! Bom, pelos nós aqui da Men’s já fizemos isso. E se engana quem pensa que só os conversíveis alemães ou italianos valem a pena! A indústria automobilística do Brasil também tem o seu valor, para todos os gostos e estilos.

Por isso, se você é um apaixonado por carros como nós aqui da Men’s Market, vai curtir demais essa lista abaixo de 10 carros que já deixaram de ser produzidos aqui em terras tupiniquins já há algum tempo, mas continuam despertando suspiros quando passam nas ruas do nosso país. Se liga.

1. Ford Escort XR3

Sonho de toda uma geração, travou uma dura batalha pelo posto de melhor esportivo nacional com o Gol GTi. O nome XR3 vem de “Experimental Research 3”, e o carro empolgava pelo visual invocado, com direito a rodas de liga leve aro 14, aerofólio traseiro e faróis de milha na frente. Pena que o desempenho não fazia jus ao estilo nervoso: o motor 1.6 CHT não era ruim, mas podia ser mais esperto com seus 83 cv. Saiu de linha em 1996.

2. VW Fusca

Difícil deixar de fora dessa lista aquele que foi o carro mais querido do país por tanto tempo e que tanto impacto causou em nosso mercado: o Fusca. Por muitos anos o Fusca foi o automóvel mais fabricado e mais vendido em todo o planeta. A mecânica simples e barata encantava os motoristas. Suas formas arredondadas destoavam dos modelos quadradões da época e davam a ele um ar de modernidade. Tudo no Fusca era motivo de exaltação.

Entretanto, A tecnologia evoluiu, novos modelos apareciam e ficava claro que seria difícil demais manter o fusquinha vivo. Em 1996 ele encerrou suas atividades e deixou para trás uma multidão de fãs que até hoje o idolatra e conserva viva sua memória.

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3. Chevrolet Monza

Lançado em 1982, o Monza trouxe um padrão de qualidade inédito para sua época. Derivado de um projeto europeu (o Opel Ascona), o carro estreou primeiramente na versão hatch, e só depois ganhou a carroceria sedã com duas e quatro portas. Cobiçado por muitos, foi o carro mais vendido por três anos (de 1984 a 1986), sendo superado apenas pelo VW Gol, até hoje líder do mercado nacional. O Monza foi substituído em 1996 pelo Vectra, que logo se tornaria objeto de desejo no Brasil.

4. Chevrolet Kadett

Outro projeto gerado pela alemã Opel e reproduzido aqui pela GM, o Kadett estreou em 1989 com as mesmas características que já fizeram sucesso no Monza, confortável e potente! Ninguém se esquece do belo GSi conversível, cuja fabricação levava seis meses para ser concluída, já que o veículo ia até a Itália para ser construído pela Bertone e então voltava para o Brasil para receber a parte mecânica.

5. VW Santana

Vendido em três versões (CS, CG e CD), tinha dois itens até então oferecidos apenas em modelos caros: ar-condicionado e direção hidráulica. A opção mais cara tinha câmbio automático. Sofreu uma reformulação radical em 1991, mas passou os anos seguintes sem receber grande atenção da VW. Deixou as ruas em 2005 de forma melancólica, mas até hoje é lembrado com saudade pelos taxistas, especialmente pelo amplo espaço interno e pela robustez mecânica.

6. Ford Maverick GT

O Maverick até tinha as versões Luxo e Super Luxo, mas foi a GT que conquistou o coração dos fãs de esportivos. O belíssimo cupê chamava atenção por onde passasse graças ao borbulhar do motor V8 302 de 197 cv. Nos anos seguintes, a crise do petróleo forçou a Ford a lançar uma versão 2.3 de quatro-cilindros, que até vendeu bem, mas nem de longe combinava com a imagem abrutalhada do muscle-car. Lançado em junho de 1973, o Maverick GT parou de ser fabricado sete anos depois.

7. VW Gol GTi

Substituir o bem-sucedido GT era a dura missão da Volkswagen no fim dos anos 80. E não é que a marca fez um gol de placa com o GTi? A grande estrela do Salão do Automóvel de 1988 atraiu os visitantes pelo design moderno, realçado pela bela combinação das cores azul e cinza (na parte inferior). Com 120 cv, o motor AP-2000 era quase o mesmo do Santana, mas com uma importante novidade: a adoção da injeção eletrônica de combustível. Foi o primeiro carro nacional a dispensar o carburador. O GTi evoluiu juntamente com a segunda geração do Gol, ganhando um inédito motor 2.0 de 16 válvulas vindo da Alemanha. O carro sobreviveu até 2000, e desde então nunca mais voltou.

8. VW Kombi

Ao se fazer uma lista dessas é impossível não mencionar a Kombi. Lançada na mesma esteira de sucesso que embalou o Fusca, a Kombi veio para cumprir uma missão bem parecida com a do seu irmão menor: oferecer uma opção simples e barata para o transporte de cargas e para o lazer. Desnecessário dizer que a Kombi foi recebida de braços abertos pelo consumidor brasileiro porque trazia do irmão menor as mesmas qualidades que eram tão apreciadas, como a mecânica simples e barata, o preço baixo, a robustez e ainda somava à elas a versatilidade de se prestar bem tanto como carro de passeio quanto transportando carga.

Em agosto de 2013, depois de 60 anos de vida, a “velha senhora”, como ficou conhecida por aqui, se despediu dos brasileiros deixando muitas saudades e uma versão comemorativa destinada a colecionadores chamada de “Last Edition”.

8. Chevrolet Opala

Se existe um modelo que representa a história da Chevrolet no Brasil, ele é o Opala. Primeiro automóvel de passeio fabricado pela marca no país, ele era baseado no Opel Rekord europeu. Teve motorizações de quatro e seis cilindros, inclusive na saudosa versão esportiva SS, sucesso de público e crítica nos anos 70. Nas décadas seguintes, ganhou a opção perua (Caravan) e uma versão mais luxuosa, chamada Diplomata. O Opala ficou mais quadradão nos anos 80 e sofreu uma última reestilização no começo da década de 90. Bastante defasado frente à concorrência, o carro parou de ser fabricado em 1992, após 23 anos de produção ininterrupta. Foi substituído pelo Omega.

9. Fiat Tempra

Lançado aqui em 1991, um ano depois de ser apresentado na Itália, ele tinha vidros e travas elétricas, ar-condicionado, direção hidráulica progressiva, toca-fitas, rodas de liga leve e até acabamento de madeira. A estrela da linha era o Tempra Turbo, inicialmente vendido apenas na bela carroceria de duas portas. Seu motor 2.0 8V com injeção eletrônica recebeu uma turbina Garrett T3, rendendo 165 cv. Resultado: ganhou o título de carro mais rápido do país, chegando aos 212,8 km/h.

10. Audi A3

Muito antes de confirmar a produção dos modelos A3 Sedan e Q3 no Brasil, a Audi já fabricou automóveis por aqui. Em 1999, a marca das quatro argolas aproveitou a estrutura da moderna fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) para fabricar o A3, que compartilhava plataforma e várias peças com o VW Golf. Até as opções de motorização eram as mesmas do hatch da Volkswagen. A versão mais cara (e cobiçada) do A3 era justamente a 1.8 T, com câmbio automático Tiptronic e 180 cv. O hatch foi descontinuado em 2006 devido a chegada da nova geração europeia, que seria cara demais se fosse fabricada aqui.

E saudade…

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Ref. Matéria da revista Quadro Rodas de 2016. Para conferir na íntegra é só clicar AQUI.